Patrimônios Culturais da Humanidade no Brasil

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Parque Nacional da Serra da Capivara garante viagem histórica e cultural

O Estado do Piauí mantém viva a chama dos ancestrais brasileiros. Em 1991, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade por abrigar o maior conjunto de arte rupestre do planeta e vestígios das populações que ocuparam a região sudeste do Piauí desde, pelo menos, 50 mil anos atrás. A reserva é administrada por um convênio entre o poder público e a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham).

As pinturas foram realizadas durante milênios, ilustrando a vida cotidiana, os cerimoniais e os animais - muito deles hoje inexistentes na região. O Sítio do Boqueirão da Pedra Furada é um autêntico museu a céu aberto e concentra o mais antigo e mais importante sítio arqueológico das Américas.

Nas escavações realizadas na Serra da Capivara, os pesquisadores encontraram ferramentas, restos de utensílios de cerâmica e sepultamentos. Pesquisas sobre as descobertas feitas na área levaram arqueólogos a acreditar que o homem teria habitado o continente americano há mais de 30 mil anos - contrariando as teorias mais aceitas pelos cientistas.

Na cidade de São Raimundo Nonato, a poucos quilômetros dali, fica o Museu do Homem Americano, com acervo montado a partir das peças encontradas nas explorações arqueológicas realizadas na área do Parque.

A fauna e a flora são ricas e típicas representações da região da caatinga, onde o clima é semi-árido. Nos meses de chuva – entre dezembro e maio - a vegetação, que parece pobre durante a seca, floresce. Jaguatiricas, tatus, mocós, seriemas, onças, gatos-do-mato, serpentes e morcegos convivem com mandacarus, xique-xiques, juazeiros e aroeiras. E já foram catalogadas também mais de 200 espécies de aves.

O Parque Nacional da Serra da Capivara possui uma área de 130 mil hectares. Está localizado no Sudeste do Estado do Piauí, nas proximidades de municípios como Coronel José Dias, São Raimundo Nonato, São João do Piauí e João Costa.

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Unesco