



A história de Lençóis começa nos idos anos de 1845, durante o Ciclo do Diamante – quando garimpeiros em busca de riquezas fundaram um modesto arraial na região da Chapada Diamantina. A cidade preserva ainda hoje seu casario colonial e outras construções do século XVIII. O conjunto arquitetônico é composto em grande parte por casas térreas e sobrados. O ritmo das arcadas se repete nas fachadas e integram o Mercado à Praça dos Nagôs, localizada à margem do Rio Lençóis. Construção de fins do século XIX e início do século XX compõe com a ponte sobre o rio o acesso ao núcleo histórico da cidade de Lençóis que foi, em tempos áureos, a capital do diamante e a terceira mais importante da Bahia. Tombada pelo Patrimônio Histórico, Lençóis conserva viva a memória dos anos áureos da exploração de garimpo. Considerada a “Capital do Diamante”, a cidade revela, em suas ruas de pedra, reduto do casario colonial, parte da história do Brasil. O complexo patrimônio histórico da cidade abriga, ainda, o museu Afrânio Peixoto, com vários pertences do médico e escritor, inclusive originais dos romances e o fardão da Academia Brasileira de Letras. Oferece ainda a melhor infra-estrutura da região em pousadas, restaurantes e agências especializadas para quem deseja conhecer a Chapada Diamantina – um vasto altiplano exuberante de montanhas, rios, cachoeiras e cavernas, constituindo um dos melhores locais do Brasil para a prática do trekking. Reduto do ecoturismo, Lençóis se descortina em um dos contrafortes da Serra do Sincorá, diante da opulência de serras e morros, como o estonteante Pai Inácio, que oferece, lá de cima, uma vista panorâmica de toda a região. Vales e planícies da flora serrana, com bromélias, orquídeas e sempre-vivas, colorem a paisagem em um bonito contraste com espécies típicas da caatinga. Grutas, cânions e uma imensidão de cachoeiras, cercadas pela vegetação nativa de Mata Atlântica, completam o cenário local. Parque Nacional da Chapada Diamantina A região conta ainda com o Parque Nacional da Chapada Diamantina, com área de 152 mil hectares. A beleza encontrada ali é sem igual. Há trilhas com diferentes graus de dificuldade – muitas delas abertas por escravos, tropeiros e garimpeiros -, mas como não existe sinalização, a presença de um guia é fundamental, principalmente durante as trilhas mais longas. A aventura vem seguida de alguns dos mais belos cenários do Brasil, cortando as inúmeras grutas, cachoeiras, vales e montanhas da Chapada Diamantina. Um lugar ímpar, repleto de história, lendas e marcado por muita interação entre homem e natureza.